O que leva uma figura do poder publico a agredir alguém?
- Helio Cordeiro de lima
- há 7 dias
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Prefeito de Ivinhema agride homem com barra de ferro em posto de combustível.
O prefeito de Ivinhema (MS), Juliano Ferro (PSDB), foi filmado agredindo um homem com uma barra de ferro em frente a um posto de combustível do município. As imagens começaram a circular na internet na noite do dia (30).
Na madrugada do dia (31), o chefe do Executivo publicou nas redes sociais um vídeo admitindo a agressão e afirmando que já registrou, pelo menos, três boletins de ocorrência contra o homem por ameaça e tentativa de homicídio contra ele e familiares.
Juliano relata que iria abastecer o tanque da caminhonete antes do que ocorreu. "Eu cheguei no posto de gasolina para abastecer meu carro, eu e minha esposa, e novamente ele veio para cima. Desta vez, mais agressivo", conta.
A filmagem mostra apenas o momento em que o prefeito desce do veículo e corre atrás do homem com a barra de ferro até atingi-lo na rua. Ao final, é possível ouvir o agredido ameaçando "pipocar de bala".
O prefeito não fala o nome do desafeto, mas afirma que ele tem "20 passagens pela polícia por tráfico de droga e por diversos crimes cometidos perante a sociedade", além de não ser "pessoa de bem". Nas redes, milhares de comentários apoiam a atitude de Ferro, que se intitula "o prefeito mais louco do Brasil".
Quanto ao comportamento violento, Juliano se defende dizendo que "é homem" antes de ser prefeito. "[...] prefeito pode morrer na mão de vagabundo? Prefeito frouxo? Porque eu, toda vez que vagabundo, safado, malandro, traficante, ex-presidiado vir querer me agredir ou tentar algo contra a minha vida e contra a minha família, eu vou 'para cima'. Não estava armado, pois não sou polícia e não sou bandido. [...] antes de eu ser prefeito, eu sou homem [...]", diz em um trecho do vídeo de quase 3 minutos.
A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil de Ivinhema para saber mais informações sobre o suspeito e confirmar se ele tem ficha criminal, inclusive por tentativa de homicídio contra o prefeito e a família. Não houve retorno até a publicação dessa matéria.
O Campo Grande News está em contato com o prefeito e aguarda ouvi-lo com mais detalhes sobre o ocorrido.
Outro caso - Na semana passada, outro homem com cargo público em Mato Grosso do Sul foi filmado em uma confusão na rua. Foi o vereador Elio Moreira Junior, o Elinho Jr. (PP), de Corumbá. A briga foi com um ambulante que vendia salgados em frente à lanchonete que pertence ao parlamentar e à esposa. O material de trabalho do vendedor foi quebrado e ele foi ameaçado de agressão caso aparecesse novamente no local.
Elio também publicou vídeo nas redes sociais, mas se desculpando pelo que fez. A Câmara de Corumbá informou na última segunda-feira (29) que abriu procedimento para analisar sua conduta.
INSTITUTO ZEBULOM NAZARIEL- A FAVOR DA VIDA- DIGA NÃO A VIOLENCIA
o que leva pessoas quererem matar prefeitos e prefeitos revidarem segundo psicólogos?
A psicologia da violência política contra prefeitos e a retaliação por parte destes envolvem uma interação complexa entre distúrbios de personalidade, dinâmicas de grupo e a percepção de ameaça à identidade.
Psicologia do Agressor (Quem quer matar)
As motivações para ataques a figuras públicas, como prefeitos, raramente derivam de uma única causa, mas sim de uma combinação de fatores:
Queixa e Identidade: Muitos agressores fundem uma queixa pessoal (humilhação ou traição percebida) com sua própria identidade. A violência passa a ser vista como uma "correção necessária".
Desumanização do "Inimigo": A polarização extrema leva indivíduos a verem políticos como "inimigos da nação" em vez de oponentes ideológicos, facilitando o uso da violência.
Busca por Significância: Alguns atacantes agem movidos por um desejo de reconhecimento ou para aliviar sentimentos de alienação social e falha pessoal.
Fatores Clínicos e Emocionais: Embora nem todo agressor tenha patologias graves, episódios de fúria avassaladora após disputas ou sentimentos de desespero por circunstâncias de vida adversas são motivadores comuns. Traços narcisistas ou psicopáticos, como a falta de empatia e impulsividade, também podem estar presentes.
Psicologia do Prefeito (Retaliação e Resposta)
A reação de um político a ameaças ou ataques também é moldada por processos psicológicos específicos:
Vigilantismo Social: A forte ligação ao "in-group" (seu grupo político ou comunidade) pode levar o líder a sentir que deve defender violentamente o grupo contra "erros" reais ou percebidos.
Estresse Pós-Traumático e Hipervigilância: Sobreviver a ameaças gera sofrimento psicológico, incluindo sintomas de estresse pós-traumático e depressão. Isso pode levar a um estado de "alerta constante", onde a percepção de perigo é amplificada, aumentando a probabilidade de respostas agressivas ou defensivas extremas.
Efeito Desmotivador vs. Radicalização: Enquanto alguns líderes se sentem desmotivados e traumatizados pela violência, outros podem usar o ataque como combustível para radicalizar seu próprio discurso, buscando apoio popular através da denúncia de agressões.
Abuso de Poder Político: Em alguns contextos, a retaliação se manifesta como abuso de poder, onde o detentor do cargo utiliza sua posição para intimidar ou influenciar adversários como forma de contra-ataque.






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