Mulher é encontrada morta em Aldeia, pode ter cometido ato extremo?
- Helio Cordeiro de lima
- há 5 dias
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imagens do site/ Princesinha News
Na manhã de quinta-feira (1º), o corpo de uma mulher foi localizado dentro de um reservatório de aproximadamente 40 mil litros na Aldeia Jaguapiru, em Dourados.
Segundo a Polícia Civil, não foram encontradas marcas de violência. O Corpo de Bombeiros precisou drenar a caixa d’água para realizar o resgate.
De acordo com depoimento do marido, o casal havia participado de uma confraternização de Ano-Novo. Após ingerir bebida alcoólica, ele dormiu do lado de fora da residência, enquanto a esposa teria ido para casa com a filha de 4 anos. Na manhã seguinte, ao não encontrar a mulher, localizou apenas os chinelos dela próximos à escada de acesso ao reservatório.
A hipótese de queda acidental foi descartada, já que o acesso ao interior da caixa é feito por um alçapão pequeno. A perícia criminal também não identificou sinais de violência.
O corpo foi liberado para a funerária e o caso segue sob investigação da Polícia Civil
fonte: Folha de Dourados
INSTITUTO ZEBULOM NAZARIEL- SALVANDO VIDAS
O caso acima, não deixa claro, pois a pericia ainda não foi divulgada, mas tudo leva crer que ela tirou a própria vida, se foi isso mesmo, aqui está uma abordagem, de como funciona a mentalidade de uma pessoa que comete este tipo de atitude.
O que leva uma pessoa tirar a própria vida, após ingerir bebida alcoolica?
O consumo de álcool é um dos principais fatores de risco para o suicídio, estando presente em cerca de
40% dos casos. A ingestão da substância atua como um gatilho biológico e psicológico que potencializa pensamentos autodestrutivos através dos seguintes mecanismos:
1. Desinibição e Perda de Crítica
O álcool é um depressor do sistema nervoso central que afeta o córtex pré-frontal, região responsável pelo julgamento, controle de impulsos e tomada de decisões. Isso faz com que a pessoa perca o "centro da crítica", agindo de forma impulsiva em momentos de crise, sem avaliar as consequências permanentes de seus atos.
2. Potencialização de Transtornos Mentais
O álcool interfere em neurotransmissores como a serotonina (que regula o humor) e o GABA (responsável pelo relaxamento).
Depressão: O efeito sedativo do álcool pode intensificar sentimentos de tristeza e desânimo profunda.
Ansiedade: Embora traga um relaxamento momentâneo, o álcool causa um "rebote" que aumenta drasticamente a ansiedade e a irritabilidade no período seguinte ao consumo.
3. Redução da Tolerância à Frustração
A substância altera o sistema límbico, tornando o indivíduo emocionalmente mais instável e com menor tolerância à dor emocional ou frustrações cotidianas. Em situações de estresse, a bebida pode transformar um pensamento passageiro em um plano de ação imediato.
4. Ciclo de Dependência
Muitas pessoas utilizam o álcool como uma forma de "automodicação" para lidar com traumas ou dores psicológicas. No entanto, o uso contínuo agrava as doenças mentais de base, criando um ciclo onde a pessoa bebe para aliviar o sofrimento, mas a bebida acaba por amplificar a ideação suicida.
Se você ou alguém que você conhece está passando por um momento difícil, procure ajuda:
CVV (Centro de Valorização da Vida): Ligue 188 (gratuito e disponível 24h em todo o Brasil) ou acesse o site para chat e e-mail.
CAPS (Centro de Atenção Psicossocial): Busque a unidade de saúde mais próxima em sua cidade para atendimento especializado.






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