Filho diz ter suportado agressões por dez anos antes de matar o pai em Coxim MS.
- Helio Cordeiro de lima
- 22 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
Filho diz ter suportado agressões por dez anos antes de matar o pai.

O adolescente de 14 anos confessou ter matado o pai, Damião Alves Nogueira, 41 anos, na tarde de sábado, 6, em um imóvel na Rua Ferreira, no Bairro Piracema, em Coxim, a 253 quilômetros de Campo Grande. Segundo a delegada Andressa Vieira, ele justificou o crime afirmando que era agredido pelo pai desde os 4 anos e que, a partir dos 12, passou a reagir às surras.
No depoimento prestado na manhã deste domingo, o jovem relatou que a discussão começou quando quis sair com o cavalo da propriedade. O pai proibiu, dizendo que o dono da fazenda estava em casa e que o animal deveria permanecer onde estava. Damião também teria mandado embora o irmão mais novo do adolescente, de 8 anos, que não é seu filho. O garoto permaneceu no local e viu toda a cena.
O adolescente afirmou que as brigas eram frequentes, que era ameaçado de morte e que naquele dia respondeu às provocações e agressões do pai. Chorou ao narrar alguns trechos, disse que o pai “era um homem bom quando não bebia”, mas, segundo a delegada, manteve frieza durante grande parte do relato.
O irmão de 8 anos do adolescente, que assistiu a todo o crime, disse que foram dadas três facadas, incluindo um golpe no pescoço e outro no tórax.
A namorada de Damião correu para pedir ajuda ao dono da fazenda, que conteve o adolescente até a chegada da polícia e acionou o Corpo de Bombeiros. Damião não resistiu aos ferimentos.
Relação conturbada - O adolescente morava com o pai, que detinha o termo de guarda, mas alternava períodos na casa da mãe, separada de Damião. Apesar de ele não possuir registro de detenção anterior, familiares relataram que ele era difícil de lidar e já tinha feito ameaças ao pai antes.
Ao Campo Grande News, a delegada informou que o adolescente e a namorada da vítima, testemunha do crime, serão ouvidos na manhã deste domingo. Ela solicitou a internação do garoto, e o jovem pode ficar apreendido na delegacia por até cinco dias. “Se houver autorização judicial, será internado na Unei (Unidade Educacional de Internação), onde o prazo inicial é de até 45 dias”, disse.
fonte: Campo Grande News
INSTITUTO ZEBULOM NAZARIEL
O parricídio (ato de um filho matar o pai) é um fenômeno complexo estudado pela psicologia forense e criminologia. Em 2025, as motivações identificadas em casos recentes e estudos acadêmicos dividem-se em quatro pilares principais:
1. Reação a Abusos e Violência Familiar
Muitos casos, especialmente envolvendo menores ou jovens adultos, são motivados por um histórico de maus-tratos físicos, psicológicos ou sexuais sofridos na infância. Nesses cenários, o crime pode ser visto pelo autor como uma forma desesperada de autodefesa ou proteção de outros membros da família (como a mãe) contra um agressor doméstico.
2. Conflitos de Controle e Autonomia
Em adolescentes e jovens adultos (8 a 24 anos), a principal motivação estatística são questões de controle. Exemplos comuns em 2024 e 2025 incluem:
Restrições disciplinares: Revolta por punições, como a apreensão de celulares ou proibição de uso da internet.
Desejo de independência: Conflitos gerados pela tentativa do filho de mudar sua rotina ou o controle parental sobre suas escolhas pessoais.
3. Interesses Financeiros e Ganância
Casos em que o crime é planejado frequentemente envolvem motivação financeira direta ou indireta. As investigações apontam:
Herança ou posse de bens: Desejo de assumir precocemente negócios da família ou acesso a seguros de vida.
Dívidas: Discussões fatais sobre empréstimos ou perdas financeiras causadas pelo filho.
Manutenção de estilo de vida: Busca por recursos para sustentar festas, viagens ou consumo de drogas.
4. Transtornos Mentais e de Personalidade
A saúde mental desempenha um papel crítico em muitos parricídios cometidos por adultos. Os fatores incluem:
Doenças Mentais Graves: Esquizofrenia não tratada ou episódios psicóticos onde a realidade está distorcida.
Transtornos de Conduta e Personalidade: Falta de empatia, remorso ou traços de psicopatia.
Abuso de Substâncias: O uso de álcool ou drogas pode potencializar a agressividade e diminuir o controle de impulsos durante discussões banais.
A literatura especializada ressalta que, embora fatores como discussões fúteis apareçam em relatórios policiais imediatos, o crime muitas vezes é o ápice de um desgaste moral e emocional profundo acumulado ao longo de anos.
Neste caso acima o abuso de pai, pode ter sido o motivo aliado a transtornos de personalidade, casos como esses podem ser resolvidos a tempo se, identificados pela medicina, e esse é o compromisso das CTs, além de álcool e outras drogas, transtornos de personalidade, como ocorreu neste caso, podem ser resolvidos com as praticas aplicadas aqui dentro, conversas com terapeutas e psicólogos, alinham a mente e colocam na posição certa para resolução dos conflitos familiares e sociais.
Se você tem alguém ou até mesmo sofre com algo parecido, busque ajuda agora mesmo, nós podemos te ajudar. Fale conosco.






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