Deputado registra notícia-crime na PF após fala sobre “extermínio” de petistas.
- Helio Cordeiro de lima
- 25 de dez. de 2025
- 3 min de leitura

O Brasil enfrenta uma crise de saúde mental acentuada em 2025, sendo classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o país mais ansioso do mundo. Essa prevalência não se deve a um único fator, mas a uma combinação de causas estruturais, socioeconômicas e culturais:
1. Fatores Socioeconômicos e Insegurança
A instabilidade financeira é apontada como o principal gatilho para o adoecimento mental no país em 2025.
Desigualdade e Pobreza: A profunda disparidade social e a falta de acesso a serviços básicos geram estresse crônico.
Insegurança Pública: O medo constante da violência urbana eleva os níveis de alerta e ansiedade patológica na população.
2. Pressão no Mercado de Trabalho
O ambiente corporativo tornou-se um grande foco de transtornos. Em 2024, o Brasil registrou 472 mil afastamentos do trabalho por problemas mentais, um salto de 68% em relação ao ano anterior.
Burnout: O país é o segundo no mundo em casos de Síndrome de Burnout.
Carga Exaustiva: Jornadas intensas, metas agressivas e ambientes competitivos são fatores determinantes para o esgotamento.
3. Impacto Digital e Redes Sociais
O Brasil lidera o ranking de tempo de conexão diária em dispositivos móveis.
Comparação Social: O uso excessivo de redes sociais impõe padrões de vida idealizados, gerando sentimentos de insuficiência e ansiedade.
Polarização Política: Em 2024/2025, a insatisfação com o cenário político e os conflitos ideológicos foram citados por mais de 50% das pessoas como fator de tristeza e desgaste emocional.
4. Barreiras de Tratamento
Embora a conscientização tenha crescido, o sistema de saúde e a cultura ainda apresentam obstáculos:
Estigma: O preconceito contra doenças mentais ainda impede que muitos busquem ajuda precocemente.
Dificuldade de Acesso: O Sistema Único de Saúde (SUS) muitas vezes não consegue suprir a alta demanda por psicólogos e psiquiatras.
Precisa de ajuda? Se você ou alguém que você conhece está passando por dificuldades, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuito e sigiloso pelo número 188 ou pelo site cvv.org.br.
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O deputado federal e presidente do PT (Partido dos Trabalhadores) em Mato Grosso do Sul, Vander Loubet, esteve na manhã desta quarta-feira (24) na sede da PF (Polícia Federal), em Campo Grande, para protocolar uma notícia-crime contra o empresário Luiz Paulo Lemos Castelluccio. A medida foi tomada após o empresário fazer um comentário afirmando que petistas deveriam ser “exterminados”, assim como “Israel está fazendo com o Hamas”.
“Exterminar, não abrem mão do cessar-fogo enquanto existir um ser desse respirando, só assim esse país vai viver em paz”, escreveu o empresário.
O comentário foi publicado em um vídeo divulgado em uma rede social, que abordava a polêmica envolvendo um comercial da Havaianas. Castelluccio afirmou ainda que discordava de Otávio Neto, autor do vídeo, sobre jogar o chinelo no lixo, mas, na sequência, passou a fazer xingamentos. Ele escreveu que o STF (Supremo Tribunal Federal) “só tem filho da puta” e afirmou que, se um petista o desafiasse, “vai dar em morte”.
Segundo o deputado, o comentário violento, feito em um ambiente público e de amplo alcance, mobilizou o Diretório Estadual do PT/MS e motivou o partido a acionar a Polícia Federal. No documento protocolado, Vander afirma que a conduta do empresário extrapola completamente os limites da liberdade de expressão, configurando discurso de ódio, ameaça coletiva, incitação à violência política e tentativa de deslegitimação das instituições democráticas, inclusive com ataques genéricos ao Poder Judiciário e à Suprema Corte.
“Para o partido, há indícios suficientes para a apuração de crimes que atentam contra a convivência democrática e a ordem política, o que justifica a atuação da Polícia Federal”, aponta o deputado em nota.
O empresário também citou o advogado Fábio Trad nos comentários, afirmando estar “de peito aberto”, além de responder a uma postagem do filiado ao PT/MS. Luiz afirmou que Fábio “defende bandidos do RJ” e que teria um “sobrinho traficante”.
Fábio Trad disse que solicitou à direção estadual do partido a adoção de providências polociais e judiciais cabíveis, visto que se trata de um "crime político com nítido propósito ameaçador". O advogado também afirma que o comentário contém calúnias e difamação.
"Nunca tive sobrinho envolvido em tráfico, bem como não defendi 'os bandidos do Rio de Janeiro'. Este indivíduo responderá pelos seus atos perante a Justiça", declarou Fábio.
Para Vander, divergência política se resolve com debate, e discurso de ódio e ameaça de morte não são opiniões. “São crimes e precisam ser tratados como tal”, afirmou. Além da notícia-crime, outras medidas judiciais serão adotadas para responsabilizar o autor das declarações.
A reportagem procurou Castelluccio por meio de sua empresa, mas não obteve retorno até a publicação. O espaço segue aberto para manifestação.
*Matéria alterada às 15h44 para inserção de resposta de Fábio Trad.
fonte: Campo Grande News







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